Central de Atendimento
Guarulhos: (11)4965-1203 / 2468-2737 / 2468-8144
São Paulo: (11)3062-3165 / 3062-5137

Tratamento - Alcool e Drogas


O álcool atua no sistema nervoso central, provoca uma mudança no comportamento de quem o consome, tem potencial para causar dependência é considerado uma droga psicotrópica.

Nos primeiros momentos após a ingestão de álcool, podem aparecer os efeitos estimulantes como euforia, desinibição e maior facilidade para falar. Com o passar do tempo, aparecem os efeitos depressores como falta de coordenação motora, descontrole e sono. Quando o consumo é muito exagerado, o efeito depressor fica exacerbado, podendo até mesmo provocar o estado de coma.

Segundo a Associação brasileira de psiquiatria (ABP) os efeitos do álcool variam de intensidade de acordo com as características pessoais. Por exemplo, uma pessoa acostumada a consumir bebidas alcoólicas sentirá os efeitos do álcool com menor intensidade, quando comparada com uma outra pessoa que não está acostumada a beber, assim como uma pessoa com uma estrutura física de grande porte terá uma maior resistência aos efeitos do álcool.

A pessoa que consome bebidas alcoólicas de forma excessiva, ao longo do tempo pode desenvolver dependência do álcool, condição esta conhecida como “alcoolismo”.
De acordo com a classificação de transtornos mentais e de comportamento da Organização Mundial de Saúde o alcoolismo é definido como um conjunto de fenômenos fisiológicos, comportamentais e cognitivos no qual o uso do álcool alcança uma prioridade muito maior para um determinado indivíduo que outros comportamentos que antes tinham maior valor. Uma característica descritiva central do alcoolismo é o desejo (frequentemente forte, algumas vezes irresistível) do consumo. Pode haver evidência que o retorno ao uso da substância após um período de abstinência leva a um reaparecimento mais rápido de outros phpectos do alcoolismo do que ocorre com indivíduos não dependentes.

O alcoolismo é um dos problemas mundiais de uso de drogas que mais traz custos. Com exceção do tabagismo, o alcoolismo é mais custoso para os países do que todos os problemas de consumo de droga combinados. Apesar do abuso do álcool ser um pré-requisito para o alcoolismo, o mecanismo biológico do alcoolismo ainda é incerto. Para a maioria das pessoas, o consumo de álcool gera pouco ou nenhum risco de se tornar um vício. Outros fatores que geralmente contribuem para que o uso de álcool se torne alcoolismo são variados, podendo envolver fatores de  origem biológica, psicológica e sociocultural.

A dependência do álcool é um problema frequente, que atinge cerca de 10% da população adulta brasileira. A incidência de alcoolismo é maior entre os homens do que entre as mulheres;

A incidência é maior entre os mais jovens, especialmente na faixa etária dos 18 aos 29 anos, declinando com a idade; o álcool é responsável por cerca de 60% dos acidentes de trânsito e aparece em 70% dos laudos cadavéricos das mortes violentas; de acordo com a última pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) entre estudantes do 1º e 2º graus de dez capitais brasileiras, as bebidas alcoólicas são consumidas por mais de 65% dos entrevistados, estando bem à frente do tabaco. Dentre esses, 50% iniciaram o uso entre os 10 e 12 anos de idade.

Segundo a ABP a transição do beber moderado ao beber problemático ocorre de forma lenta, em geral, podendo levar vários anos. Alguns dos sinais do beber problemático são: desenvolvimento da tolerância, ou seja, a necessidade de beber cada vez maiores quantidades de álcool para obter os mesmos efeitos; o aumento da importância do álcool na vida da pessoa; a percepção do “grande desejo” de beber e da falta de controle em relação a quando parar; síndrome de abstinência (aparecimento de sintomas desagradáveis após ter ficado algumas horas sem beber) e o aumento da ingestão de álcool para aliviar a síndrome de abstinência.

A síndrome de abstinência do álcool é um quadro que aparece pela redução ou parada brusca da ingestão de bebidas alcoólicas após um período de consumo contínuo. A síndrome tem início 6-8 horas após a parada da ingestão de álcool, sendo caracterizada pelo tremor das mãos, acompanhado de distúrbios gastrointestinais, distúrbios de sono e um estado de inquietação geral (abstinência leve). De acordo com a ABP cerca de 5% dos que entram em abstinência leve evoluem para a síndrome de abstinência grave ou “delirium tremens” que, além da acentuação dos sinais e sintomas acima referidos, caracteriza-se por tremores generalizados, agitação intensa e desorientação no tempo e espaço.

Os indivíduos dependentes do álcool podem desenvolver várias doenças. As mais frequentes são as doenças do fígado (esteatose hepática, hepatite alcoólica e cirrose). Também são frequentes problemas do aparelho digestivo (gastrite, síndrome de má absorção e pancreatite) e no sistema cardiovascular (hipertensão e problemas no coração). Também são frequentes os casos de polineurite alcoólica, caracterizada por dor, formigamento e caimbras nos membros inferiores.



Dra Katia Kaori Yoza - Todos os Direitos Reservados
BY AG Virtual