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Tratamento - Esquizofrenia


Segundo a associação brasileira de psiquiatria (ABP) “a esquizofrenia é uma doença mental complexa e intrigante, cujas causas não são ainda totalmente conhecidas. As manifestações da doença são muito variáveis, mas, no geral, os portadores apresentam períodos em que têm dificuldade para distinguir o real do imaginado e podem vivenciar mudanças na sua forma de pensar e sentir, com prejuízo das relações afetivas e do desempenho profissional e social.

A esquizofrenia é uma doença grave, que acarreta muito sofrimento para seu portador, sua família e amigos. Quanto antes for detectada e for iniciado seu tratamento, melhor será sua evolução, ainda que frequentemente seja necessário que o tratamento se estenda por toda a vida do paciente. A esquizofrenia se manifesta por meio de uma série de sintomas. Nenhum deles, no entanto, aparece unicamente nos portadores desse transtorno: os mesmos sintomas podem ser encontrados em outros transtornos mentais. É por isso que o diagnóstico da doença não é tarefa simples.

Os sintomas da esquizofrenia usualmente são divididos em categorias (positivos, negativos, cognitivos e afetivos). Os termos “positivos” e “negativos” não indicam “bons” e “maus” sintomas.

  • Sintomas positivos: delírios, alucinações, desorganização do pensamento, comportamentos excêntricos.

  • Sintomas negativos: diminuição da vontade e da afetividade, empobrecimento do pensamento, isolamento social.

  • Sintomas cognitivos: dificuldades de atenção, concentração compreensão e abstração.

  • Sintomas afetivos: depressão, desesperança, perda de prazer, sentimentos ambivalentes.


Uma em cada 100 pessoas apresentará os sintomas de esquizofrenia em algum momento de sua vida.
A esquizofrenia é 20 vezes mais frequente que a esclerose múltipla e é tão comum quanto a artrite reumatóide.

Apesar de as causas intrínsecas da esquizofrenia serem ainda desconhecidas, a interação de fatores genéticos e complicações durante a gravidez e o parto podem afetar o desenvolvimento do cérebro, e a exposição a fatores ambientais, como situações de estresse, aparentemente estão relacionadas ao desencadeamento do transtorno. Entretando, algumas concepções equivocadas acerca das possíveis causas da esquizofrenia são comuns e contribuem para o estigma associado à doença, devendo, portanto, serem esclarecidas:

• O uso de drogas não causa esquizofrenia:
No entanto, o consumo dessas substâncias piora a evolução da doença, e é possível que desencadeie a esquizofrenia em pessoas que desenvolveriam o transtorno de qualquer maneira.
• A esquizofrenia não é causada por maus tratos por parte dos pais
Não há evidências de que o ambiente familiar ou a falta de cuidados por parte dos pais sejam causas de esquizofrenia em seus filhos.

A esquizofrenia usualmente aparece na adolescência e se desenvolve, de maneiras variadas, por um período de uma a duas décadas. Em três de cada quatro casos, a primeira crise ocorre entre a idade de 17 a 30 anos (nos homens), e 20 a 40 anos (nas mulheres). A doença afeta homens e mulheres com a mesma frequência, independentemente de fatores culturais, socioeconômicos ou de nacionalidade.

Cerca de 25% das pessoas acometidas pela doença recuperam-se totalmente; outras 25% não apresentam melhora - destas, cerca de 10% cometem o suicídio; e 50% apresentam melhora que possibilita uma vida independente em maior ou menor grau. Em geral, pode-se afirmar que, quanto mais tardia e repentinamente a doença se manifestar, e quanto mais comum for o comportamento da pessoa antes do aparecimento da esquizofrenia, melhor o prognóstico.

Por outro lado, quanto mais cedo e lentamente a doença da pessoa aparecer, e quanto mais retraído e excêntrico for o comportamento, pior será o prognóstico. Além disso, quanto mais tempo o portador ficar em surto, e quanto mais surtos tiver, mais comprometida ficará sua mente. A esquizofrenia não é um problema de divisão da personalidade: a fragmentação dos pensamentos e sentimentos é comumente confundida com noções como “mente dividida” “dupla personalidade” ou “personalidade múltipla”. Nenhuma delas define o que a esquizofrenia realmente é.

As perspectivas para as pessoas que sofrem de esquizofrenia melhoraram muito com os avanços no desenvolvimento de novos tipos de medicamentos, chamados de antipsicóticos de segunda geração. O tratamento aumenta as expectativas de melhora no longo prazo, e muitas pessoas se recuperam da esquizofrenia, se tratadas eficientemente e apropriadamente quando a doença se manifesta.

Quase 80% dos portadores de esquizofrenia têm recaídas nos primeiros cinco anos de tratamento, a maioria porque para de tomar os medicamentos. Essas pessoas não possuem consciência da doença, e o fato de abandonarem o tratamento é um problema adicional em sua recuperação.
Os novos antipsicóticos são mais tolerados pelos portadores, o que diminui o risco de abandono, previne recaídas e ajuda a reduzir os custos de saúde pública. As intervenções psicossociais oferecem informação, apoio e terapia, por meio de vários tipos de serviços e técnicas, tais como psicoterapia, terapia ocupacional, suporte vocacional e intervenções familiares.

A internação do paciente é às vezes necessária, quando em surto, principalmente se há riscos para o paciente (suicídio) ou para outras pessoas (agitação, agressividade).”


Fonte: ABP


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